Lembranças.

domingo, 12 de dezembro de 2010

era do pretérito (im)perfeito.

Mentir para si mesmo. Você já conseguiu? Eu não. Absolutamente não. Não adianta, as frases soltas sempre voltam à minha cabeça, e junto delas, as imagens. As imagens onde você dizia que me amava e que eu era seu único amor. As lembranças onde você me beijava e me abraçava dizendo que eu era sua pra sempre. Que nós nunca iríamos nos separar e que nosso amor era o mais puro e verdadeiro que poderia existir. ERA. Taí a palavra certa. A palavra que eu nunca quis colocar em minha cabeça desde o verão passado. Era, já foi, mas não é mais. Era, passado. Passado meu, que eu não consigo esquecer. Passado onde você era a pessoa ideal. O amor da minha vida, razão de todas minhas gargalhadas, minha luz no fim. Minha luz que foi se apagando aos poucos, como uma vela em uma sala escura que vai derretendo com o passar do tempo. E agora, só me restam às velhas lembranças. As lembranças que vêm á minha cabeça toda noite antes de dormir, as velhas, mas não tão velhas assim, lembranças do meu tempo feliz, feliz porque só existia eu, você e o nosso amor.